Um, dois, feijão com arroz

Juntos, eles fazem toda a diferença para a sua saúde. A dupla também ajuda a equilibrar os níveis de glicose no sangue e ainda são aliados da saúde bucal.

Como em um casamento feliz, a química aqui é perfeita. Mais do que uma saborosa parceria, o encontro do arroz com o feijão assegura um invejável arranjo de nutrientes. O que falta em um, o outro fornece e, assim, se completam. Unidos, oferecem uma excelente combinação proteica.

Os grãos de arroz contêm metionina, e os feijões, lisina. Esses nomes esquisitos são pedacinhos de proteína ou, na linguagem dos especialistas, aminoácidos. Quando estão juntos, são muito mais eficientes na reparação de tecidos do organismo inteiro. Tal performance é rara de ver entre os vegetais. Geralmente são alimentos de origem animal, como as carnes, que apresentam esse perfil proteico. A dica é colocar no prato uma concha de feijão para meia escumadeira de arroz. Essa é a proporção precisa, do ponto de vista químico.

A união também equilibra o índice glicêmico. Enquanto o arroz sozinho, principalmente o polido, pode disparar as taxas de açúcar e insulina na circulação, o feijão tem o poder de brecar esse efeito, o que mantém a glicose estabilizada. A mistura é, portanto, bem-vinda para manter a glicemia em níveis adequados e diminuir o risco do diabetes. Sem falar que, por não mandar o açúcar às alturas de uma hora para outra, proporciona saciedade.

Outro fruto da parceria, e que talvez seja o mais inusitado, foi descoberto na Universidade Estadual de Campinas. Lá, cientistas dosaram a retenção de flúor no arroz e no feijão preparados em casa e observaram que eles seguram excelentes teores do mineral após o cozimento. Um bom prato de arroz e feijão aumenta a concentração da substância na saliva, o que diminui a desmineralização dos dentes e protege contra as cáries.

Prepare o prato e bom apetite!

Texto: Elaine Cristina (Nutricionista)  – Garanhuns PE

Fontes de pesquisa: Norka Beatriz Barrueto, professora da Universidade Estadual Paulista;

Priscila Zaczuk Bassinello, da EMBRAPA; Jaime Cury, UNICAMP.

Foto: httpsaude.abril.com.br

Assessoria de Comunicação da Pastoral da Saúde NE2 (A,PB,PE,RN)

27/08/12

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