Entrevistas

  • Tenda da Mancha atenderá comunidade da Torre no Dia Nacional da Saúde

     

    A ação contará com três dermatologistas que farão o atendimento até às 13h

    Com profissionais de saúde especializados em doenças de pele, a Pastoral da Saúde em parceria com o Ministério da Saúde, Prefeitura do Recife e o Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan) realizará no próximo dia 05 de agosto, data em que se comemora o Dia Nacional da Saúde, a próxima Tenda da Mancha. O serviço gratuito que faz parte do Projeto Anjos da Pastoral da Saúde no Controle Social da Hanseníase ocorrerá das 8h às 13h, no Centro Paroquial Nossa Senhora do Rosário nº 1025, no bairro da Torre, Zona Norte do Recife.

    Para realizar a ação haverá a participação de três médicos dermatologistas e um enfermeiro que realizarão as avaliações na comunidade. O foco maior da Tenda da Mancha é avaliar, orientar e encaminhar pessoas para os devidos tratamentos, se necessário, caso possuam hanseníase. No local, os profissionais explicam que a doença tem cura e que o tratamento deve ser feito nas Unidades da Saúde da Família (USF’s).

    Para garantir o atendimento no próximo dia 05 de agosto os interessados devem chegar até às 11h30, horário que finaliza a entrega das fichas. A Tenda da Mancha também oferece materiais educativos e tira dúvidas dos moradores locais sobre a doença de pele. Além da Torre, a ação já passou por várias comunidades do Recife como Morro da Conceição, Santo Amaro, Nova Descoberta, Engenho do Meio e Campo Grande.

    Texto:

    Élida Maria

    Assessora de Imprensa da Pastoral da Saúde NE2

     

     

  • Entrevista – Pe. Anchieta Romão

    Atuando há 18 anos como sacerdote e servindo atualmente como Pároco da Paróquia São Pedro e São Paulo em Mamanguape-PB, o padre Anchieta Romão Bezerra, 49 anos, natural de Crato – CE é também o coordenador da Pastoral da Saúde (PS) da Arquidiocese de Paraíba e conta para o Vida Saudável seus trabalhos e experiências.

    Vida Saudável (V.S) – Como é sua atuação com a Pastoral da Saúde na Paraíba?

    Pe. Anchieta (P.A)Desde julho de 2007, sou Coordenador da Pastoral da Saúde (PS) da Arquidiocese da Paraíba. A experiência é muito satisfatória. Eu sempre digo que a PS é a “menina dos meus olhos”, pois foi o meu primeiro e maior amor em toda a minha história de vida eclesial. Vivi a minha infância, adolescência e parte da juventude no Sertão de Pernambuco, na cidade de Araripina (hoje pertencente à Diocese de Salgueiro), na Zona Rural, lidando com as coisas da natureza. Meu primeiro trabalho foi de vendedor de ervas medicinais no meio da feira. Daí até hoje, por onde passei, sempre priorizei o trabalho com Saúde.

    É muito compensador saber que estamos contribuindo para uma melhor qualidade de vida das pessoas e do meio ambiente, nos vários aspectos que as nossas três dimensões atingem. É importante destacar, também, que as tantas coisas boas que conseguimos realizar no âmbito da arquidiocese, não é simples mérito meu. Temos, por trás de tudo, uma equipe de colaboradores diretos, o suporte dos padres e dos animadores das Paróquias, bem como das outras instâncias arquidiocesanas.

    V.S – Quais principais ações da P.S da Paraíba e os seus maiores desafios?

    P.A – Atualmente, estamos investindo mais na formação de pequenos núcleos nas paróquias onde a PS ainda não atuava; estabelecendo parcerias com instituições afins; insistindo na tentativa de ter um representante nosso nos Conselhos de Saúde de cada município e do Estado; entre outras.

    Dos inúmeros desafios inerentes a qualquer trabalho dessa natureza, destaco a dificuldade de conscientizar as pessoas de que a “questão saúde” é de responsabilidade de todos e não só do governo. Então, é a dificuldade de conseguir gente comprometida com a causa.   

    V.S – Neste ano, em que saúde pública foi tema da Campanha da Fraternidade (CF), qual avaliação o senhor faz do engajamento social da igreja na saúde?

    P.A – A CF 2012 foi de fundamental importância para a Igreja do Brasil, no que concerne ao seu compromisso com o social, de modo especial na questão saúde. Foi uma grande alavancada para aqueles que já assumiam isso seriamente e um despertar para aqueles que ainda estavam na ignorância ou na indiferença em relação ao assunto. O maior cuidador da saúde do povo foi Jesus. E, para que a Igreja seja autenticamente a Igreja de Jesus, ela não pode deixar de fazer o que Ele fez.

    V.S – Na Paraíba, apenas Guarabira não possui Pastoral da Saúde em nível diocesano. Como as dioceses de Cajazeiras, Patos e Campina Grande poderiam ajudar na mobilização do VI Congresso Regional de Humanização e Pastoral da Saúde que vai acontecer em julho de 2013 em João Pessoa?

    P.A – Já estamos tentando um contato com seus respectivos bispos e/ou responsáveis, incluindo também Guarabira que, não obstante a falta de uma organização diocesana tem um bispo (D. Lucena) que está interessadíssimo. Ainda é cedo para dizer o que cada uma vai assumir; mas, que vão ajudar, vão! E muito!

    V.S – Qual a mensagem o Sr. deixa para às pessoas que pretendem participar da Pastoral da Saúde?

    P.A – Gostaria muito que outras tantas pessoas pudessem curtir a alegria que eu tenho curtido, em longo tempo na PS, com a certeza de que estão fazendo a vontade do Senhor que disse: “Eu não vim para ser servido, mas para servir e dar a minha vida em resgate de muitos”. A PS não é exatamente isso: um serviço, uma doação de nós mesmos em resgate da vida de muitos?

     

    Texto: Élida Maria

    Foto: Arquivo pessoal

    Assessoria de Comunicação da Pastoral da Saúde NE2 (AL,PB,PE,RN)

    14/11/2012

  • Entrevista

    Melhorar a saúde dos pacientes levando alegria é uma das funções do Projeto Palhaçoterapia da Pastoral da Saúde NE2 (AL,PB,PE,RN). Formando por um grupo de mais de 20 pessoas e coordenado pelo Doutor em Microbiologia, Bruno Gomes, a ação é realizada no Hospital de Santa Amaro – Santa Casa de Misericórdia. Neste mês, quem conversa conosco é o palhaçoterapeuta, coordenador do grupo de Casa Amarela e mestre em Ciências Biológicas pela UFPE, Igor Souza.

    Pastoral da Saúde (PS) – Qual a função das visitas hospitalares?

    Igor Souza (IS) – As intervenções nos hospitais tem uma importância enorme a partir do momento que funcionam como ferramentas agregadoras, pois, possibilitam uma maior interação entre os diversos agentes que compõem a comunidade hospitalar, facilitando posteriormente a ação dos profissionais de saúde. É possível observar uma melhor abertura, aceitação e entendimento do paciente para com os profissionais como agentes responsáveis pela melhora do estado de saúde!

    PS – Qual a contribuição das intervenções?

    IS – As intervenções contribuem de modo facilitador na comunicação do paciente e do médico. Tudo isso se deve ao fato de que a presença dos palhaços nos hospitais modifica a imagem estática, fria e sombria do ambiente hospitalar, fazendo com que o local se encha de cor, carinho, som e muito sorriso. Afinal, é impossível ficar indiferente a um nariz vermelho!

    PS – Quantas pessoas participaram da formação do grupo de Palhaçoterapeutas?

    IS – Na primeira turma tivemos um total de 30 alunos que passaram pelo processo do descobrimento do palhaço que existe em cada um, através da oficina ministrada por Bruno Severo, o qual já possui bastante experiência nessa área. Já o grupo que sou responsável é constituído atualmente por quatro jovens da Paróquia de Casa Amarela.

    PS – Como os acompanhantes veem o trabalho da Palhaçoterapia?

    IS – Durante as visitas é possível observar um interesse não apenas nos pacientes, mas também nos acompanhantes. Pois, acredito eu, que surgimos como agentes portadores de alegria e de mudanças.

    PS – Durante as visitas há demonstrações de mudanças na vida dos pacientes?

    IS – A receptividade é bastante interessante. Temos relatos de pacientes que não estavam se alimentando direito e no mesmo momento aceitaram a alimentação. Já outros fazem uma festa, abrem um sorrisão quando veem nossa presença. Já teve um caso em que uma senhora nos disse que trouxemos VIDA, pois ela já acreditava que iria morrer.  Outro, que era deficiente visual nos emocionou ao dizer que o ambiente em que estávamos tinha se enchido de cor. Enfim, em cada intervenção, em cada visita, uma história, uma emoção, uma vitória que faz com que cada vez mais possamos abraçar essa missão e fazer com que o palhaço seja símbolo de alegria, conforto e esperança!

    PS – Para você o que significa fazer parte da equipe da Palhaçoterapia?

    IS – Fazer parte desse grupo é ter a oportunidade de experimentar uma sensação incrível de que podemos fazer muito pelos outros, fazendo tão pouco! Acreditar que podemos com um simples olhar arrancar um lindo sorriso… Em breve desejamos formar novas turmas, novos palhaços, para atuarem em mais hospitais e assim, possamos estar contribuindo com essa missão: Melhorar a saúde espalhando sorrisos!

     

    Texto: Élida Maria

    Foto: Arquivo

    Assessoria de Comunicação da Pastoral da Saúde NE2 (AL,PB,PE,RN)

    06/09/2012

  • Entrevista

    Confira a entrevista com o Professor Dr. Bruno Severo Gomes , coordenador da Palhaçoterapia do Hospital das Clínicas da UFPE, professor do Departamento de Micologia da Universidade Federal de Pernambuco e Assessor Técnico-científico da Pastoral da Saúde CNBB NE 2.

    O professor Bruno Gomes ou Dr. Doidinho, como é conhecido na área da Palhaçoterapia, assessorou a 1ª Oficina de Palhaçoterapia da Pastoral da Saúde, realizada no último sábado (14).

    Pastoral da Saúde – O senhor é coordenador do Projeto Palhaçoterapia do Hospital das Clínicas da UFPE e tem se tornado conhecido por ter intensa atividade na área da terapia do riso. Qual a proposta do Projeto Palhaçoterapia e como ele pode ajudar o paciente?

    Professor Bruno – Primeiro não precisa me chamar de senhor né? Sou um “Palhaço Jovem” hehehe. Bem, o Projeto é constituído por um grupo de palhaços ligados ao Programa MAIS: Manifestações de Arte Integradas à Saúde, atuantes de forma exclusiva no Hospital das Clínicas, dedicado a levar alegria à pacientes de todos os setores e clínicas, acompanhantes, pais e profissionais de saúde, através da arte do palhaço, nutrindo esta forma de expressão como meio de enriquecimento da experiência humana. O programa MAIS, fundamenta-se nos atuais princípios norteadores da Política de Humanização do Ministério da Saúde – Humaniza SUS – publicados em 2006 e voltados à construção de redes cooperativas, solidárias e comprometidas com a qualificação da assistência à saúde, visando desenvolver, divulgar, fortalecer e articular iniciativas humanizadoras nas instituições de saúde.

     

    P.S. – (risos) Como você se interessou pela área artística e como foi que surgiu a ideia de inserir a arte na área da saúde?

     

    P.B. – A presença do palhaço no hospital mostra ser possível e desejável a aproximação de dois domínios: o da arte e o da saúde. Ele cria e recria o jogo o tempo todo, com seu parceiro, com o paciente, com os dois. Utilizando a ‘Humanização Baseada em Evidências’, o projeto propõe, através de manifestações artístico-lúdicas, oferecer aos pacientes, acompanhantes, profissionais de saúde e estudantes de graduação da universidade uma série de ferramentas e experiências que o façam refletir sobre inúmeros aspectos do cuidar.

     

    P.S. – Qual o resultado da Palhaçoterapia nos pacientes?

     

    P.B. – Diminuição dos índices de estresse e aceitação ao tratamento em pacientes internados nas enfermarias gerais, UTIs e no preparo pré-cirúrgico;Diminuição da ansiedade nas salas de espera;Diminuição dos índices de estresse em profissionais da Área de Saúde; Outro resultado observado é que, através de atitudes humanizadoras, profissionais e alunos da Área de Saúde, promovem o estabelecimento de vínculos solidários e participação coletiva no ambiente hospitalar.

    P.S. – Um dos objetivos da Pastoral da Saúde é trabalhar a humanização no tratamento ao enfermo. Uma das ações é promover oficinas como esta. Como você analisa a questão da humanização nos hospitais públicos brasileiros?

     

    P.B. – O ambiente hospitalar congrega uma ampla variedade de fatores desencadeantes de estresse: os sentimentos de insegurança, angústia e medo em quem busca atendimento, a carga de responsabilidade, a sobrecarga de trabalho e as precárias condições oferecidas aos profissionais que atuam na área de saúde, tornando-se assim ambiente propício para o desenvolvimento de doenças. A humanização não é um fundamento apenas teórico, ela é uma prática da prática, ou seja, só posso realizar se tenho vínculo com a mesma em todos seguimentos de vida. Assim, é urgente em nossos hospitais o encontro das 14 profissões da área de saúde e a arte em torno de uma causa nobre, a de promover a cura, o alívio e o consolo. As experiências demonstram que a arte aplicada à medicina é benéfica ao criar uma atmosfera favorável tanto na recuperação do paciente como ao próprio profissional de saúde envolvido. O ambiente hospitalar entra em processo de cura em sua totalidade.

     

    P.S. – A Pastoral da Saúde está promovendo a sua primeira Oficina de Palhaçoterapia. O que você acha dessa iniciativa e qual a mensagem para os futuros Palhaçoterapeutas?

     

    P.B. – Agradeço a confiança e a iniciativa da Pastoral da Saúde, da Arquidiocese e Olinda e Recife, em fazer de nossa Igreja, uma grande enfermaria. Não poderia esquecer de registrar aqui, toda a felicidade em ser tão bem recebido pela Santa Casa de Misericórdia na realização da oficina. Não vou citar nomes, pois da entrada da Santa Casa até o refeitório, passando pelas enfermarias, todo o grupo foi tão bem recebido pela equipe, que a acolhida demonstrou toda alegria que demos ter em servir. A linguagem do palhaço está chegando a vários locais, onde a mudança se faz necessária. Esperamos com a formação ainda em andamento, pois a formação do palhaço é continua, que os pacientes vejam nesses jovens palhaços, a evangelização e a acolhida de Nosso Senhor traduzida na alegria e cores do palhaço. Esperamos que os palhaços na Pastoral da saúde, atuem onde os medicamentos não apresentem efeito, a alma. Eu fiquei muito feliz com a iniciativa, pois a arte exerce um poder medicinal de desvendar a pessoa na sua totalidade – corpo e mente. A compreensão da necessidade dos cuidados com a alma dos nossos pacientes, além do tratamento dos sinais e sintomas clínicos, aumenta as possibilidades de cura.

     

    P.S. – Essa foi a primeira oficina de Palhaçoterapia realizada pela Pastoral da Saúde do Regional Nordeste 2 e é um projeto pioneiro no que diz respeito a formar Palhaçoterapeutas vinculados à Igreja. Quais são os próximos passos a partir de agora?

     

    P.B. – Essa foi a primeira oficina, esperamos no futuro outras, mas no momento pretendemos, consolidar o grupo participante na atuação inicialmente na Santa Casa de Misericórdia e no Hospital Maria Lucinda. Pretendemos inserir os jovens palhaços no serviço de humanização destes hospitais e torná-los multiplicadores dessa missão evangelizadora utilizando a linguagem do palhaço.

     

    O desenvolvimento do projeto se fará através de visitas e intervenções artísticas, utilizando a linguagem do palhaço. Essas intervenções em geral em dupla de “palhaços doutores”, ocorrerão em locais e horários previamente selecionados, definidos a partir do consenso entre as diversas Chefias de Enfermagem e de acordo com as necessidades e especificações do espaço.As atividades serão divulgadas semanalmente através da programação encaminhada às chefias de Enfermarias, Ambulatórios, Assistência Social e Direção dos hospitais.

     

    A arte de fazer rir é uma função social, desde os primórdios e passa por um processo de transformação e chegou ao ambiente hospitalar, prisões, zonas de guerra, instituições, empresas e universidades.

     

    A alegria vem de estar na presença de Deus. A maior fonte de alegria é a presença de Deus na vida diária do homem. A alegria não é tão difícil quanto os pessimistas pensam Ela é provocada por coisas simples sempre relacionadas com Deus. Basta lembrar que a alegria é fruto do Espírito, consequência inevitável para quem está em Cristo e anda no Espírito.

    Assessoria de Comunicação Pastoral da Saúde NE2 (AL,PB,PE,RN)

    Foto: Arquivo pessoal

    18/07/2012