Entrevista – Pe. Anchieta Romão

Atuando há 18 anos como sacerdote e servindo atualmente como Pároco da Paróquia São Pedro e São Paulo em Mamanguape-PB, o padre Anchieta Romão Bezerra, 49 anos, natural de Crato – CE é também o coordenador da Pastoral da Saúde (PS) da Arquidiocese de Paraíba e conta para o Vida Saudável seus trabalhos e experiências.

Vida Saudável (V.S) – Como é sua atuação com a Pastoral da Saúde na Paraíba?

Pe. Anchieta (P.A)Desde julho de 2007, sou Coordenador da Pastoral da Saúde (PS) da Arquidiocese da Paraíba. A experiência é muito satisfatória. Eu sempre digo que a PS é a “menina dos meus olhos”, pois foi o meu primeiro e maior amor em toda a minha história de vida eclesial. Vivi a minha infância, adolescência e parte da juventude no Sertão de Pernambuco, na cidade de Araripina (hoje pertencente à Diocese de Salgueiro), na Zona Rural, lidando com as coisas da natureza. Meu primeiro trabalho foi de vendedor de ervas medicinais no meio da feira. Daí até hoje, por onde passei, sempre priorizei o trabalho com Saúde.

É muito compensador saber que estamos contribuindo para uma melhor qualidade de vida das pessoas e do meio ambiente, nos vários aspectos que as nossas três dimensões atingem. É importante destacar, também, que as tantas coisas boas que conseguimos realizar no âmbito da arquidiocese, não é simples mérito meu. Temos, por trás de tudo, uma equipe de colaboradores diretos, o suporte dos padres e dos animadores das Paróquias, bem como das outras instâncias arquidiocesanas.

V.S – Quais principais ações da P.S da Paraíba e os seus maiores desafios?

P.A – Atualmente, estamos investindo mais na formação de pequenos núcleos nas paróquias onde a PS ainda não atuava; estabelecendo parcerias com instituições afins; insistindo na tentativa de ter um representante nosso nos Conselhos de Saúde de cada município e do Estado; entre outras.

Dos inúmeros desafios inerentes a qualquer trabalho dessa natureza, destaco a dificuldade de conscientizar as pessoas de que a “questão saúde” é de responsabilidade de todos e não só do governo. Então, é a dificuldade de conseguir gente comprometida com a causa.   

V.S – Neste ano, em que saúde pública foi tema da Campanha da Fraternidade (CF), qual avaliação o senhor faz do engajamento social da igreja na saúde?

P.A – A CF 2012 foi de fundamental importância para a Igreja do Brasil, no que concerne ao seu compromisso com o social, de modo especial na questão saúde. Foi uma grande alavancada para aqueles que já assumiam isso seriamente e um despertar para aqueles que ainda estavam na ignorância ou na indiferença em relação ao assunto. O maior cuidador da saúde do povo foi Jesus. E, para que a Igreja seja autenticamente a Igreja de Jesus, ela não pode deixar de fazer o que Ele fez.

V.S – Na Paraíba, apenas Guarabira não possui Pastoral da Saúde em nível diocesano. Como as dioceses de Cajazeiras, Patos e Campina Grande poderiam ajudar na mobilização do VI Congresso Regional de Humanização e Pastoral da Saúde que vai acontecer em julho de 2013 em João Pessoa?

P.A – Já estamos tentando um contato com seus respectivos bispos e/ou responsáveis, incluindo também Guarabira que, não obstante a falta de uma organização diocesana tem um bispo (D. Lucena) que está interessadíssimo. Ainda é cedo para dizer o que cada uma vai assumir; mas, que vão ajudar, vão! E muito!

V.S – Qual a mensagem o Sr. deixa para às pessoas que pretendem participar da Pastoral da Saúde?

P.A – Gostaria muito que outras tantas pessoas pudessem curtir a alegria que eu tenho curtido, em longo tempo na PS, com a certeza de que estão fazendo a vontade do Senhor que disse: “Eu não vim para ser servido, mas para servir e dar a minha vida em resgate de muitos”. A PS não é exatamente isso: um serviço, uma doação de nós mesmos em resgate da vida de muitos?

 

Texto: Élida Maria

Foto: Arquivo pessoal

Assessoria de Comunicação da Pastoral da Saúde NE2 (AL,PB,PE,RN)

14/11/2012

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