Entrevista

Melhorar a saúde dos pacientes levando alegria é uma das funções do Projeto Palhaçoterapia da Pastoral da Saúde NE2 (AL,PB,PE,RN). Formando por um grupo de mais de 20 pessoas e coordenado pelo Doutor em Microbiologia, Bruno Gomes, a ação é realizada no Hospital de Santa Amaro – Santa Casa de Misericórdia. Neste mês, quem conversa conosco é o palhaçoterapeuta, coordenador do grupo de Casa Amarela e mestre em Ciências Biológicas pela UFPE, Igor Souza.

Pastoral da Saúde (PS) – Qual a função das visitas hospitalares?

Igor Souza (IS) – As intervenções nos hospitais tem uma importância enorme a partir do momento que funcionam como ferramentas agregadoras, pois, possibilitam uma maior interação entre os diversos agentes que compõem a comunidade hospitalar, facilitando posteriormente a ação dos profissionais de saúde. É possível observar uma melhor abertura, aceitação e entendimento do paciente para com os profissionais como agentes responsáveis pela melhora do estado de saúde!

PS – Qual a contribuição das intervenções?

IS – As intervenções contribuem de modo facilitador na comunicação do paciente e do médico. Tudo isso se deve ao fato de que a presença dos palhaços nos hospitais modifica a imagem estática, fria e sombria do ambiente hospitalar, fazendo com que o local se encha de cor, carinho, som e muito sorriso. Afinal, é impossível ficar indiferente a um nariz vermelho!

PS – Quantas pessoas participaram da formação do grupo de Palhaçoterapeutas?

IS – Na primeira turma tivemos um total de 30 alunos que passaram pelo processo do descobrimento do palhaço que existe em cada um, através da oficina ministrada por Bruno Severo, o qual já possui bastante experiência nessa área. Já o grupo que sou responsável é constituído atualmente por quatro jovens da Paróquia de Casa Amarela.

PS – Como os acompanhantes veem o trabalho da Palhaçoterapia?

IS – Durante as visitas é possível observar um interesse não apenas nos pacientes, mas também nos acompanhantes. Pois, acredito eu, que surgimos como agentes portadores de alegria e de mudanças.

PS – Durante as visitas há demonstrações de mudanças na vida dos pacientes?

IS – A receptividade é bastante interessante. Temos relatos de pacientes que não estavam se alimentando direito e no mesmo momento aceitaram a alimentação. Já outros fazem uma festa, abrem um sorrisão quando veem nossa presença. Já teve um caso em que uma senhora nos disse que trouxemos VIDA, pois ela já acreditava que iria morrer.  Outro, que era deficiente visual nos emocionou ao dizer que o ambiente em que estávamos tinha se enchido de cor. Enfim, em cada intervenção, em cada visita, uma história, uma emoção, uma vitória que faz com que cada vez mais possamos abraçar essa missão e fazer com que o palhaço seja símbolo de alegria, conforto e esperança!

PS – Para você o que significa fazer parte da equipe da Palhaçoterapia?

IS – Fazer parte desse grupo é ter a oportunidade de experimentar uma sensação incrível de que podemos fazer muito pelos outros, fazendo tão pouco! Acreditar que podemos com um simples olhar arrancar um lindo sorriso… Em breve desejamos formar novas turmas, novos palhaços, para atuarem em mais hospitais e assim, possamos estar contribuindo com essa missão: Melhorar a saúde espalhando sorrisos!

 

Texto: Élida Maria

Foto: Arquivo

Assessoria de Comunicação da Pastoral da Saúde NE2 (AL,PB,PE,RN)

06/09/2012

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