Como funciona a ação da Pastoral da Saúde nos hospitais

Com a finalidade de oferecer, em nome da Igreja, assistência espiritual e religiosa aos pacientes internados, familiares e funcionários através de ações religiosas específicas, a Pastoral da Saúde tem como uma de suas diretrizes a dimensão solidária. No texto abaixo a pedagoga, Ligia Rebelo, que atua há 14 anos na Pastoral da Saúde, explica os passos para a implantação da ação nos hospitais:

  1. 1.    Como fazer os primeiros contatos no Hospital?

> Entrar em contato com a administração: Apresentar-se ao Administrador Hospitalar como representante da Paróquia e indicado pelo Pároco ou pela Diocese (levar por escrito) ir sempre acompanhado.

> Procurar conhecer a realidade do hospital: os trabalhos existentes, suas prioridades, líderes atuantes.

> Apresentar de forma breve os objetivos da pastoral, as Diretrizes de Ação da Pastoral da Saúde segundo a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Enfocar a Dimensão Solidária deixar cópia das Diretrizes.

> Procurar saber a quem se dirigir para a implantação e acompanhamento do trabalho pastoral, após esse primeiro contato.

> Ter como centro do trabalho a dignidade da pessoa humana. Isso supõe respeito, defesa e promoção dos direitos fundamentais.

> Fundamentar-se na Sagrada Escritura, mas especificamente nos Evangelhos e na pessoa de Jesus e suas atitudes com os doentes.

> Promover um relacionamento respeitoso entre as diferentes Igrejas Cristãs e com os grupos religiosos não cristãos.

 

  1. 2.    Com quem poderá comunicar-se?

 

> Diretor Clínico, Enfermeira Chefe, Assistente Social, Psicóloga, Nutricionista, Chefias de Setores.

> Junto administração ver a pessoa que vai assumir o acompanhamento dos trabalhos. O ideal é que haja uma coordenação dentro do Hospital (um Padre Capelão).

> Agendar um próximo encontro e, reuniões periódicas do representante da pastoral da saúde com os representantes do hospital.  Deixar subsídios sobre a pastoral.

 

  1. 3.    O que é preciso?

 

> Ter um Capelão que assegure as celebrações e administração dos sacramentos.

> Ter uma Capela ou local para celebração, para encontro dos agentes e suas orações.

> Serem elaboradas as normas e orientações de acordo com as necessidades de cada hospital, como também respeitando as Diretrizes da CNBB e as Leis federal e estadual em comum acordo com os serviços de enfermagem, serviço social e de psicologia e posteriormente serem de conhecimento de todos os agentes visitantes.

> Definição dos locais a serem visitados (as enfermarias), os dias e horas para a visita pastoral.

> Uso de crachá, um avental de cor (não deve ser branco) constando o nome da Pastoral da Saúde e da Paróquia.

 

  1. 4.    Quais as atividades a desenvolver?

 

> Visitar os doentes de forma sistemática e organizada;

> Distribuir terços, revistas, folhetos religiosos;

> Possibilitar a recepção dos sacramentos quando desejarem;

> Programar as celebrações (Missas ou Liturgia da Palavra).

 

  1. 5.    Quais as normas em relação aos membros integrantes do serviço de pastoral

 

> Ser disponível para o serviço, para a formação específica e para participar das reuniões mensais.

> Ser devidamente selecionado, formado, orientado e acompanhado.

> Seguir as orientações teológico-pastorais do serviço de pastoral, garantindo comunhão e harmonia de ação.

> Honrar os horários determinados pelo serviço de pastoral para as celebrações e prestações de serviço;

> Evitar: os horários em que estarão presentes os familiares, os profissionais de saúde, e, horário de refeição;

> A entrada de um profissional de saúde sair de imediato avisando ao doente;

> Participar de reuniões periódicas (mensal) com os agentes e o coordenador da paróquia;

> Cultivar bom relacionamento com os profissionais, com as famílias e os doentes;

> Deverá ser rigorosamente obedecida a observância do sigilo e da prudência;

> Não se discutir religião, nem tentar impor os pontos de vistas próprios;

> O agente não pode interferir nos tratamentos médicos, marcar consultas, exames ou fazer trabalho de assistente social. Oferecer alimentos, água, roupas;

> Manter um envolvimento da pastoral com outras pastorais paroquiais.

Colaboração: Lígia Rabelo

Bibliografia

Destefani, Ir Gema “Pastoral da Saúde Dimensão Solidária” – 1997 Autograf Gráfica e Editora;

Baldessin Pe. Anísio “Como fazer Pastoral da Saúde” 2000. SP Ed. Loyola;

Diretrizes de Ação da Pastoral da Saúde – CNBB setembro 1997;

Boletim ICAPS Informativo do Instituto Camiliano de Pastoral da Saúde e Bioética S.P;

Lei nº 9.982, de 14/06/2000 Dispõe sobre a prestação de assistência religiosa nas entidades hospitalares públicas e privadas;

Lei nº 10946 de 01/09/1993 do Governo do Estado de Pernambuco estabelece critérios..

Lei nº 9608 de 18/02/11998 Lei do Voluntariado.

 

Assessoria de Comunicação da Pastoral da Saúde NE2 (AL,PB,PE,RN)

10/09/2012

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